Ações – Eventos Acadêmicos

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  • Ciclos de palestras com Prof. Muniz Sodré
  • Ciclo Internacional de Debates Comunicação, imaginário e cultura no Rio de Janeiro
  • Cine Debate – Filme Edukators
  • Aula Magna PPGCom UERJ – Tema: Net Ativismo. Professor convidado: Massimo di Felice (ECA-USP)
  • Midiativismo: tecnologias, práticas e contextos nas lutas no Rio de Janeiro

Pensar a Comunicação na contemporaneidade é um desafio diuturno. A velocidade com que a informação percorre mundo afora afeta e surpreende o indivíduo e a sociedade todos os dias. Sem exagero, podemos afirmar que ao longo da história, todas as vezes em que uma nova técnica comunicacional surgiu, causou reboliço nas práticas comunicacionais e de sociabilidade vigentes. Desde a invenção da escrita, passando pelo telégrafo, que um dia foi o e-mail de uma época, e pelo desenvolvimento dos meios de comunicação de massa tradicionais, como rádio e TV, até chegarmos no estágio atual, em que o modelo de comunicação Um-Todos ou Um-Um vem sofrendo uma drástica transformação para o modelo Todos-Todos, muitas formas de difusão da informação, de interação e de sociabilidade se transformaram, afetando também  as práticas sociais.

Na atual conjuntura, o campo da Comunicação ganha uma importância indelével. Consequentemente, cabe à Universidade e aos cursos de graduação e pós-graduação na área, estar atentos às problemáticas e, sobretudo, aos desafios que as novas formas de comunicação colocam ao indivíduo, às instituições e à sociedade. No âmbito do ensino e da pesquisa em Comunicação surgem as chances para o entendimento e para exercícios sobre tais desafios.

Nesse sentido, pensadores e investigadores da área contribuem para que possamos identificar as angústias e aproveitar as benesses do ritmo veloz com que somos torpedeados de estímulos e informação. Ao mesmo tempo, os educadores do campo vêm se esforçando para falar a linguagem do aluno de Comunicação e adaptar o ensino da área à realidade das práticas comunicacionais contemporâneas. Conforme pleiteiam autores contemporâneos como Morin (2000) e Sodré (2012), é necessário se repensar a educação, o ensino e a pesquisa para adaptá-las às dinâmicas de troca de informação e conhecimento do mundo contemporâneo. Enquanto Morin reivindica a necessidade de se promover a interligação dos conhecimentos das diferentes áreas de estudo para a compreensão da complexidade do mundo, especialmente se pretendemos entender o momento que vivemos em que quase tudo está conectado. Sodré (2012) alerta para a necessidade de se “reinventar”, ou ainda de se “redescrever” a educação à luz do século XXI e das novas tecnologias.

Dentro do PPGCom/UERJ a produção e a partilha de saberes do campo da Comunicação se dá a partir de visões e análises como essas, com o intuito de dar conta de desafios como, por exemplo, o processo de aceleração histórica em que vivemos e o excesso de informação que precisamos processar e organizar. Paralelamente, permeiam o dia a dia do programa, das aulas e palestras ministradas tanto para o público interno, quanto externo, as novas tendências de pesquisa no campo, além de conceitos e noções atualizados, como a midiatização da sociedade (SODRÉ, 2006) e a busca por formas de representação diante da pluralidade de canais de produção, circulação e consumo midiático que estão ao nosso dispor.

Em meio a todo esse arsenal teórico e investigativo, o Lampe promove a divulgação científica do PPGCom/Uerj, atrelada aos últimos contextos de tecnologia midiática. Entre as inovações que o laboratório implementou está a divulgação científica por intermédio do streaming de vídeos na rede social YouTube – ferramenta tecnológica que funciona como um canal de assinatura de informação audiovisual, que pode ser consumido de forma assincrônica com o momento de sua divulgação. O objetivo do Lampe a partir dessa iniciativa é favorecer a difusão dos eventos acadêmicos ocorridos no âmbito do programa de pós, ao passo em que busca enfrentar os desafios inerentes às novas experimentações em meios comunicacionais, rumo à divulgação da ciência (SIQUEIRA, 2008; 2015).

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